Baseado em um livro, o desenho descreve como os americanos (aqueles que estão à favor da democracia) agiam com a razão e os nazistas agiam com emoção.
Ficha técnica
Ano: 1943
Direção: Bill Roberts
Animação: Ward Kimball
Estória: Geofrey Howard Bourne

Duração: 8 min.
Sinopse
O narrador inicia a animação apresentando os dois sentimentos que comandam todo ser humano, a razão e a emoção. Ele fala que dentro de cada um há uma batalha entre estes dois pelo comando do ser.
Na mente de uma criança pequena só há a emoção. Aparece um bebê que praticamente destruiu uma casa, quebrando objetos e pintando as paredes com os dedos. Dentro de sua cabeça há um pequeno homenzinho vestido de homem das cavernas, este é a emoção, que comanda livremente as ações do pequenino. Após a decisão de descer as escadas, o bebê cai sentado e começa a chorar. Em sua cabeça surge um pequeno homenzinho com roupas de bebê, porém com grandes óculos, representando o nascimento da razão na cabeça da criança. Este toma o controle da emoção e decide que não foi uma boa idéia descer as escadas. A emoção irritada chuta a razão para dentre de sua mala.
O bebê cresceu e tornou-se um jovem rapaz. Dentro de sua cabeça a razão está no volante e a emoção está emburrada e sentada no banco de trás, pois queria viver uma vida mais perigosa e aventureira.
O rapaz passa por uma garota, e dentro de sua cabeça, a emoção fica agitada e quer que a razão volte e “cante” a garota. A razão não acha apropriado falar tais palavras a uma dama, o que irrita a emoção. Para assumir o controle, a emoção pega um bastão e o bate na cabeça da razão, tirando-o do controle. A razão, agora no comando, faz o rapaz voltar e flertar com as moças. A senhorita, ultrajada, lhe dá um tapa na cara.Na cabeça da moça também há a razão e a emoção. A razão, uma menina das cavernas está irritada porque a emoção, uma mulher de óculos e discreta, não aceitou bem o flerte do rapaz. Assim como no rapaz, a r
azão controla o volante e a emoção está no banco traseiro.
A razão lembra que se deve agir como uma dama, o que irrita a emoção, que está cansada de ser comportada.
A emoção avista um restaurante e insiste que elas devem entrar. A razão aceita, e decide que devem comer uma torrada e chá, pois estão de dieta.
A emoção, animada, olha o cardápio e decide comer salada de batatas, frango, presunto e milk-shake. Como a razão se opõe, ela a puxa pelos cabelos e assume o controle. A razão ainda tenta controlá-la, mostrando que tudo aquilo irá engordá-la, mas a emoção não a ouve. Enquanto isso as medidas da moças, representadas em gráficos na parede, aumentam até o extremo.O narrador mostra vários jornais que apresentam a situação: a guerra se aproximando dos americanos. A variedade de informações, umas a favor e outras contra, estava enlouquecendo os cidadãos.
O locutor apresenta como exemplo de John, que esta lendo o jornal e esperando começar as notícias do rádio. Em sua volta há vários jornais sobre os japoneses e os nazistas. Quando ele liga o rádio, o locutor fala de como será a vida se perder a guerra. O rapaz começa a ter alucinações, vendo pessoas falando sobre fofocas da guerra, as pessoas que o assombram viram papagaios e esqueletos. John começa a enlouquecer. Dentro de sua cabeça, a emoção está descontrolada com as notícias e a razão tenta em vão dizer que não se deve acreditar em tudo que se ouve. A razão fica revoltada e tenta bater na razão com o volante. O narrador interrompe os dois e mostra que o culpado desse descontrole geral é Hitler, que com o medo, simpatia, orgulho e ódio, domina a mente de todos.O narrador mostra como funciona a cabeça do “super-homem” de Hitler.
Na cabeça do soldado aparece a razão do mesmo jeito que nas cenas anteriores e a emoção, que além da roupa de homem das cavernas, possui o cabelo preso e um capacete estilo prussiano.
Hitler aparece discursando, onde o medo é colocado nos soldados, medo da Gestapo. A emoção se esconde atrás da razão amedrontada. Hitler agora alega que ele só queria paz enquanto “eles” queriam a guerra. A emoção agora aparece chorando, e a razão tenta consolá-la dizendo que Hitler é mentiroso. A emoção se enfurece e lhe bate com um porrete, obrigando-o a fazer a saudação nazista.
Hitler aparece falando com orgulho do povo ariano, o que faz a emoção ficar grande, enquanto a razão diminui o seu tamanho. Com ódio, Hitler discursa sobre o modo democrático de viver. A emoção aparece grande e com uma baioneta apontada para a razão que está cercada por arames farpados e com uma placa “concentração”. A emoção agora marcha em volta da razão fazendo a saudação nazista.Aparece as botas de um soldado alemão. Por onde ele passa só se vê destruição. O narrador fala que o super-homem nazista é um ser movido pela emoção, uma má emoção, que não deixa nada de pé em seu caminho.
O locutor se volta para a razão e a emoção de John. Para a razão, ele diz que o seu papel é pensar, raciocinar, ponderar, enquanto a emoção é sentir amor e fidelidade ao país.
John aparece como um piloto, e dentro de sua cabeça aparece a razão e a emoção trabalhando em conjunto, em prol da defesa da liberdade.
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