
Uma breve introdução onde o locutor pergunta: “O que faz um nazista? Como ele fica deste jeito?” Então se propõe a mostrar o processo de “criação” de um nazista.
Um casal alemão leva documentos para um oficial alemão para conseguir uma certidão de nascimento para o filho que está para nascer. Para isto, eles devem provar para o juiz nazista que são de sangue ariano, mostrando documentos de seus ancestrais. O casal fala ao juiz que desejam colocar o nome do filho de Hans. Após conferir em uma lista de nomes aprovados, o oficial permite tal nome.
A cena seguinte se propõe a apresentar o que é ensinado as crianças no jardim de infância. Na escol
a as crianças estão lendo uma versão Nazi da Bela Adormecida.
No conto, aparece uma bruxa que guarda a princesa em um castelo sombrio. De acordo com o na
rrador, esta personagem é a democracia. Aparece um príncipe que ilumina o quarto e com golpes de espada que pro
duzem grandes clarões, afugenta a bruxa que pula da janela. O príncipe se aproxima da bela e lhe dá um beijo. Neste momento torna-se nítida a imagem da “princesa”, é uma mulher gorda, bêbada, e vestida de Valquíria. O narrador fala que esta é a Alemanha que ao despertar leva um susto ao ver que o príncipe é Adolf Hitler. Ao som de Die Walküre, de Wagner, Hitler carrega com muita dificuldade a princesa até o cavalo branco onde só consegue colocá-la em cima deste com um raio. Assim que coloca a
Alemanha no cavalo este se dirige para um bosque que vai até a linha do horizonte, onde, quando o cavalo entra, os pinheiros fazem a saudação nazista. Com esta história, Hitler se torna o herói de Hans, que junto aos seus colegas, saúdam um retrato de Hitler vestido como um cavaleiro pendurado na sala de aula.
Hans adoece. As ordens do oficial são para curar seu filho de forma rápida, o que significa que se Hans melhorar, ele será mandado para um campo de concentração, de onde nunca mais sairá. Ele ordena para não mimá-lo, pois irá levá-lo em um ser fraco, explicando que um soldado não deve mostr

Hans se recupera e retoma a sua "educação". Na sala de aula, Hans e o resto de seus colegas estudam ciência natural. O professor mostra uma raposa e um coelho e questiona os alunos sobre quem é melhor. Hans ao ser questionado pelo professor, alegou sentir pena do coelho que era comido por uma raposa. O professor
manda Hans para o canto vestindo um tampão de burro, aborrecido com sua resposta e condenado pelas risadas dos alunos e olhares de reprovação dos quadros de Hitler, Göring e Goebbels. Hans se senta no canto, e como punição, ele ouve o resto da turma "corretamente” interpretar os desenhos, mostrando que quem era o melhor era a raposa, porque era o animal mais forte. Hans a arrepende-se de sua observação, e concorda que o fraco tem de ser destruído, que deve ser como a raposa. Agora os líderes nazistas aparecem felizes e orgulhosos.
Hans, agora mais crescido, se junta a Juventude Hitlerista. Ele e seus amigos participam de uma quei
ma todos os livros que não são aprovados pelo regime hitlerista. Em um altar, aparece o livro Mein Kampf, que substitui a Bíblia Sagrada; o crucifixo é trocado por uma adaga nazista; vitral de uma igreja é brutalmente quebrado.
Agora a educação de Hans está concluída. Ele e seus colegas se tornaram os nazistas ideais, os s
oldados ideais. Com correntes nos pescoços, tampões em suas bocas e viseiras de burro
nos olhos, Hans e o resto dos soldados marcham para a guerra, onde as fileiras de soldados transformam-se em fileiras de sepulturas. Assim, a educação de Hans está completa. "A educação para a morte”.

